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Documentar não é só "fazer o lab"

É registrar o processo: o que era o problema, o que você decidiu fazer e por quê, e o que aprendeu no caminho. É essa parte - não o certificado - que vira material de portfólio de verdade.

O padrão

Uma pasta por dia de estudo, sempre com a mesma estrutura. Assim quem olha seu GitHub entende o ritmo e a evolução sem precisar perguntar nada.

day-04-nome-do-lab/
├── guia-lab.md
├── screenshot-resultado.png
└── certificado.png (se disponível)

O que entra no guia-lab.md

  1. 1
    O que é o serviçoDuas ou três frases, com suas próprias palavras - isso já mostra que você entendeu, não só copiou.
  2. 2
    O cenário do problemaQual era a situação fictícia proposta pelo lab, e o que ela pedia.
  3. 3
    O passo a passo do que você fezAs decisões que você tomou no console - não precisa ser um tutorial, é o seu raciocínio.
  4. 4
    O que travou e como resolveuSe algo deu errado ou confundiu, registre. É frequentemente a parte mais interessante pra quem lê.
  5. 5
    O que você aprendeuFechando em 2-3 linhas: o que muda no seu entendimento depois desse lab.

Depois de uns 3 ou 4 labs documentados assim, você já tem material pronto pra virar bullets de projeto no seu currículo - é só voltar pros modelos e preencher.

Veja um exemplo preenchido

Esse é um guia-lab.md real, do lab "Highly Available Web Applications" do AWS SimuLearn - e, logo abaixo, como esse mesmo lab vira um bullet de currículo.

day-11-highly-available-web-applications/guia-lab.md

O que é o serviço

Nesse lab eu trabalhei com Application Load Balancer (ALB) e EC2 Auto Scaling. O ALB fica na frente da aplicação e distribui as requisições entre várias instâncias, pra nenhum servidor sobrecarregar sozinho. O Auto Scaling group garante um número mínimo de instâncias saudáveis - se uma cai, ele sobe outra automaticamente.

O cenário do problema

Uma agência de viagens fictícia teve um pico de tráfego que derrubou o site, e logo depois uma instância ficou indisponível por estar concentrada numa única Availability Zone instável. O desafio era redesenhar a infraestrutura pra que isso não se repetisse.

O que eu fiz

  • Criei um target group e um Application Load Balancer distribuído em 3 Availability Zones.
  • Configurei security groups em camadas: o load balancer aceita tráfego público, mas as instâncias só aceitam tráfego vindo dele.
  • Configurei um health check customizado e testei o auto-healing encerrando uma instância manualmente.
  • No desafio final, estendi de 2 para 3 Availability Zones - e aprendi que também é preciso aumentar a capacidade desejada, não só a rede.

O que travou

A validação continuou falhando mesmo após adicionar a terceira zona - porque eu tinha mudado só a rede, e a capacidade desejada continuava em 2. Só resolveu ao editar a capacidade separadamente.

O que eu aprendi

Auto-healing troca uma instância quebrada por outra igual; alta disponibilidade garante que o serviço continua no ar enquanto essa troca acontece. Configuração de infraestrutura tem camadas independentes (rede, capacidade, security group) que precisam ser alinhadas juntas.

Isso vira o item 4 dos Projetos Acadêmicos no currículo:

4. Alta Disponibilidade com Application Load Balancer e Auto Scaling (AWS)

  • Configurei um Application Load Balancer distribuído em 3 Availability Zones com Auto Scaling group, incluindo health checks customizados para detecção rápida de falhas.
  • Validei o comportamento de auto-healing na prática, testando substituição automática de instâncias e redundância entre zonas.

Quer ver mais exemplos assim?

O repositório RegiMaria/aws-challenge documenta a trilha inteira, dia a dia, seguindo esse mesmo padrão.